Por quanto tempo aguentamos ficar acordados?
Admita: você já se fez esta pergunta alguma vez. Digamos ser uma dúvida comum que, à primeira vista, parece não ter uma resposta exata. Por quantas horas nós, por exemplo, suportamos ficar acordados? Humanamente falando, haveria um limite para isso? Ou quais seriam suas consequências para o corpo e a mente?
Nossas perguntas estão lançadas! Contudo, nas linhas a seguir, vamos explorar este assunto que mexe com a imaginação e divide posicionamentos.
Boa leitura!
1 - Por quanto tempo aguentamos ficar acordados?
Responder a esta pergunta não é uma tarefa fácil. Ainda que falte uma resposta que seja completa e objetiva, podemos mencionar um recorde mundial.
Em 1964, o estudante Randy Gardner pôs à prova os limites de seu próprio corpo e mente após permanecer 264 horas sem dormir (o que equivale a 11 dias, aproximadamente). O jovem Gardner, aluno do ensino médio, topou este desafio em nome de uma pesquisa feita para seu próprio colégio.
A façanha de Gardner é um recorde mundial oficialmente registrado pela ciência. Esta meta ainda continua insuperável por outros adversários, e pasmem: a saúde de Gardner não sofreu nenhum dano ao concluir o experimento.
2 - Permanecer acordado: qual seria o tempo limite?
Pois bem: 24 horas seria o tempo limite. Indo um pouco além, nosso corpo poderia sofrer consequências nada agradáveis. De fato, pode haver exceções, como é o caso de um homem que, reza a lenda [1], passou meses sem dormir.
É esperado que, após 24 horas sem dormir, sintamos nossas funções cognitivas desorientadas, isto é, raciocínio lento, memória debilitada e dificuldade para formar uma única linha de pensamento. É uma condição que também prejudica a função motora, além de enfraquecer a capacidade cerebral responsável pela tomada de decisões.
Certos estudos [1] revelaram que ficar 24 horas sem dormir é o mesmo que ingerir 0,10% de álcool (circunstância que se torna pior à proporção que as horas em claro aumentam). Pessoas que costumam ficar muito tempo sem dormir são um perigo para si mesmas e para os outros, principalmente quando assumem o volante.
3 - Condições que causam a privação de sono
Certos fatores são responsáveis pela falta de sono. Exemplos comuns:
- Estresse diário
- Maus hábitos relacionados ao sono
- Trabalhar até tarde
- Morar em um ambiente ruidoso
- Fazer atividades físicas ou ingerir cafeína à noite
4 - Privação de sono: etapa aguda e crônica
A privação de sono aguda é uma consequência que surge depois de uma ou duas noites em claro. Com isso, experimenta-se os seguintes efeitos:
- Menor capacidade de atenção
- Problemas para se manter acordado
- Maior dificuldade para concentrar-se
- Lapsos de memória
- Sonolência e fadiga constantes
- Maior risco de acidentes (seja no trânsito, seja no local de trabalho)
- Humor oscilante
- Fácil ira e irritabilidade
A boa notícia é que, em geral, você pode se livrar destes efeitos desagradáveis ao dormir bem na noite seguinte.
Por outro lado, a privação de sono crônica representa um maior risco para a saúde, sendo um fator comum na vida daquelas pessoas que dormem mal durante um longo período. Estes homens e mulheres estão, cada vez mais, próximos dos seguintes riscos:
- Sistema imunológico debilitado
- Risco de doenças cardíacas e acidente vascular cerebral
- Diabetes
- Sonolência frequente
- Pressão arterial alta
- Dores físicas
- Aumento de peso e obesidade
- Maior risco de desenvolver Alzheimer
5 - Noites em claro e alucinações
Sim, alucinações podem fazer parte da vida daqueles que dormem pouco (quem diria, não? Às vezes nós pensamos que esta consequência é algo que se limita apenas aos filmes de suspense).
Alguns dias sem dormir já é o suficiente para que sua mente, enfim, comece a criar alucinações. Aliás, ter alucinações é um efeito perigoso para os que ainda insistem em continuar acordados. Também foi comprovado que as alucinações são frequentes depois de 72 horas sem dormir, e elas aparecem como:
Alucinações auditivas - Frequentemente, assumem a forma de uma ou mais vozes.
Alucinações olfativas - Fazem com que você imagine cheiros que não existem.
Alucinações táteis - São capazes de alterar o tato, ainda que ilusoriamente.
Alucinações gustativas - Criam ilusões que enganam o paladar, como se o paciente pensasse estar sentindo gostos desagradáveis.
Também podemos destacar que as alucinações visuais são menos comuns em comparação às alucinações auditivas.
A percepção pode ser afetada, a ponto de ser dominada pela paranoia: tensão que levará ao corpo diversos efeitos secundários físicos, o que pode fazer mal ao funcionamento dos órgãos internos.
6 - Ficar muito tempo acordado pode levar à morte?
Permanecer bastante tempo acordado não é um fator que, diretamente, matará você. Porém, o real perigo está nos efeitos que seu corpo sentirá quando dormir pouco se torna algo constante em sua vida. O pouco sono é uma verdadeira ameaça para seus órgãos, considerando a degeneração de células cerebrais, como nos apontam [2] fontes de informações.
7 - Considerações finais
Dizem que o sono é “um tirano gentil”, pois você pode atrasá-lo, mas nunca será capaz de vencê-lo. A gente sabe que tarefas e compromissos podem protelar o sono, mas nunca deixe de se esforçar para dormir as horas necessárias (ao menos, o que possa se aproximar disso). Dormir bem é possibilitar, gratuitamente, diversos benefícios que são importantes para o corpo e a mente.